O Movimento Empresa Júnior vem inovando no cenário acadêmico mundial.  Nascido em 1967, na França, e chegando ao Brasil em 1989, o Movimento Empresa Júnior proporciona vivência empresarial antes do aluno adentrar a carreira profissional, por meio das experiências vividas no interior de um Empresa Júnior e compartilhadas com todo o Movimento.

Com o objetivo de formar um país mais empreendedor através de agentes capazes de transformar positivamente o meio em que vivem, o MEJ, como é comumente chamado, atualmente impacta econômica e socialmente todos os estados brasileiros.

O MEJ é formado por Empresas Juniores (EJ’s) dos mais diversos cursos de graduação de universidades públicas e privadas, fazendo com que existam EJ’s de diferentes áreas, com diferentes focos de atuação. Essas Empresas Juniores realizam projetos de suas respectivas áreas, tendo a chance de uma aplicação prática dos conteúdos ensinados nas salas de aula, por preços mais baixos do que o do mercado, mas com igual qualidade, sendo sempre orientados por um professor coordenador.

No Brasil, o Movimento Empresa Júnior é representado pela Confederação Brasileira de Empresas Juniores, a Brasil Júnior, que em conjunto com organizações de instâncias estadual e municipal, acompanha e auxilia as empresas juniores a alcançarem seus objetivos, proporcionando meios para o desenvolvimento e crescimento das Empresas Juniores e de seus membros.

Mas, o que é uma Empresa Júnior? Empresa júnior é uma associação civil sem fins econômicos – isto é, sua receita é reinvestida na própria empresa júnior, sendo proibida a remuneração de membros –, formada e gerida única e exclusivamente por alunos de graduação, como uma espécie de laboratório prático do conhecimento técnico e em gestão empresarial.

No entanto, o conhecimento adquirido não está concentrado somente nas experiências vividas dentro das EJ’s. Além de realizar projetos, os empresários juniores têm a chance de conhecer gente do Brasil e do mundo por meio de sua comunidade online e de eventos, que são realizados em níveis municipal, estadual, regional e mundial, onde os integrantes dessa grande rede aprendem com outros empreendedores, com profissionais renomados, com quem já fez parte desse movimento e com as experiências dos próprios integrantes. Um exemplo é a Conferência Mundial de Empresários Juniores, o JEWC, tendo o último sido realizado no Brasil, em Florianópolis, em 2016, em que cerca de 3500 jovens estiveram reunidos por quatro dias com grandes nomes, como Michelle Hunt, Ciro Gomes, Bel Pesce e Tiago Leifert, a fim de crescer como pessoa e como futuro profissional brasileiro.

Além disso, o Brasil é o primeiro país a regulamentar o funcionamento das empresas juniores, por meio da Lei 13.267, promulgada em 06 de abril de 2016, conhecida como Lei das Empresas Juniores, que trouxe como benefício o direito à isenção tributária, carga horária dos professores orientadores reconhecida pela universidade e reconhecimento da atividade como projeto de extensão universitária, validando-a para o currículo dos alunos.

Atualmente, o Brasil é líder mundial de empresas juniores, superando o número de empresas juniores em toda a Europa, sendo mais de 30 mil universitários distribuídos em cerca de 1.200 empresas juniores, das quais mais de 320 estão associadas à Brasil Júnior, realizando mais de 5.000 projetos por ano.

 

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